Confira as diferenças entre a igreja de hoje e a de antigamente

Se você percebe que o mundo mudou em relação a 20, 30 anos atrás, então deve aceitar que existe diferença entre a igreja de hoje com a de antigamente. E nem precisamos voltar muito no tempo, não! Essas duas, três décadas que mencionamos ali ao falar sobre o mundo já nos levam a uma realidade bem contrária da que vivemos hoje. Parece algo óbvio, não é mesmo? Só que para alguns outros assuntos a opinião não costuma ser essa.

Não se trata de opinião. É bíblico. A única coisa que não passa é a Palavra de Cristo, já dizia Ele em Mateus 24:35: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão”. Então, se tudo passa, se tudo muda, é preciso se adaptar ao tempo para que ele não seja uma armadilha para o sucesso do trabalho de evangelização. É um alerta bem importante porque vivemos na era da comunicação e a Igreja precisa ser cada vez mais forte e unida se quiser cumprir a vontade do Pai em um mundo de tanta injustiça, ódio, tristeza e rancor.

Mas como fazer isso?

Entendendo a diferença entre a igreja de hoje com a de antigamente

Antigamente as pessoas iam até a igreja. Claro, a busca pela conversão de novos irmãos era uma preocupação constante, mas quem participava da comunidade tinha esse compromisso de evangelizar, de ser atuante, de defender, de estar presente. Em muitas denominações havia inclusive a orientação de evitar um aparelho de TV em casa, para que a vivência na fé pudesse ser mais aprofundada. E todos acatavam isso com alegria, por entender que era a melhor maneira de aproximar a família inteira de Cristo.

Hoje a dinâmica é outra. A igreja precisa ir até as pessoas e a TV passou a ser, junto com outras formas de comunicação, um meio vital de evangelização. Manter uma comunidade fiel e reunida por longos anos, de geração em geração, tornou-se mais desafiador. Quem está à frente de alguma atividade na igreja sabe bem disso: das dúvidas que a membresia expõe, do crescimento de outros tipos de fé que antes não apareciam tanto, enfim, situações que fizeram a evangelização ganhar contornos mais dificultosos.

Antes, reunir as pessoas em uma igreja construída pela comunidade reunida, num terreno doado ou comprado com a ajuda de todos, era uma prática comum, especialmente em cidades menores. No entanto, mesmo nas maiores, a convivência era tão próxima que não era difícil reconhecer as pessoas e manter uma relação mais constante entre os membros.

Por serem compostas por menos pessoas, o recebimento do dízimo era mais facilmente controlado e, normalmente, a tarefa exigia o trabalho do pastor e mais algum voluntário, já que as obrigações fiscais não eram tão numerosas. Até pouco tempo, não era comum que se vendessem camisetas, presentes, CDs e DVDs nas igrejas, então os acertos fiscais eram mais simples.

O tempo foi passando, a igreja foi sentindo a necessidade de se destacar perante a tantas atratividades que chamam a atenção das pessoas, a população foi aumentando e as igrejas lotando. Como os desafios agora são outros, a comunidade precisa estar preparada e atualizada. Não é possível levar a mensagem de Cristo em uma igreja com olho no passado. É preciso entender a característica do tempo em que vivemos e, assim, buscar a melhor alternativa para levar as pessoas a aceitarem Jesus.

Como fazer para manter o trabalho da igreja nos tempos de hoje

Primeiramente é preciso entender que a igreja precisa de gestão. Parece meio frio falando assim, mas não dá para conduzir os trabalhos sem um cuidado minucioso com as finanças. Isso porque é preciso muita transparência para garantir a credibilidade e a confiança da membresia, investimentos que proporcionem espaços cada vez mais acolhedores, ações e eventos cheios de bênçãos, obras e graças, além de esforços para atrair cada vez mais pessoas à comunidade, o que pede participação em redes sociais, ações de evangelização, iniciativas de caridade, entre tantos outros exemplos.

Para muitas dessas coisas, e para manter toda a estrutura, não é raro que seja necessária a contratação de profissionais, o que gera custos trabalhistas. Como muitas igrejas vendem alguns produtos na secretaria, há ainda a questão tributária envolvida. Organizar as obrigatoriedades de estoque, compra, venda e notas fiscais, bem como o cumprimento das legislações em relação a impostos trabalhistas e outros tipos de tributos, fica muito mais difícil se for feito num caderninho, ou em planilhas de computador. As chances de fazer alguma coisa errada, seja ao digitar, seja ao digitar ou calcular, seja ao fazer as declarações, são muito altas, por mais que se tenha cuidado. Consequentemente, a igreja pode perder isenções e benefícios e não ficar livre de pagar multas.

Há também a questão de relacionamento com os fiéis. É preciso garantir a assiduidade, mas, para tanto, todos precisam se sentir muito mais próximos. A tecnologia pode ajudar nesse sentido, já que as igrejas estão maiores e nem sempre é fácil reconhecer todos os irmãos. Aproveitando desse recurso, também se torna menos problemática a escolha de lideranças, já que existe a possibilidade de cadastrar todos os membros e acompanhar a atuação de cada um deles.

Portanto, não dá para tratar a vivência de hoje da mesma maneira que de tempos atrás. É perceptível que dialogar com as pessoas, esforçar-se para olhar nos olhos, mostrar importância, agir com transparência e trabalhar para proporcionar sempre a melhor experiência em Cristo se apresenta como o melhor caminho para manter os fiéis no caminho do Senhor. Claro, a receita é a mesma que do passado, porque tudo é baseado na Palavra, mas as distrações são outras e maiores, no mundo e mesmo entre os cristãos. Se a igreja não trabalhar de olho nisso, e não reconhecer o quanto a tecnologia ajuda nesse processo, ela corre o risco de ficar para trás. Não porque não fala corretamente de Cristo, mas sim porque essa fala não está chegando no coração das pessoas.

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