O passo a passo para organizar a tesouraria da sua igreja

Os cuidados com a saúde financeira tanto de pessoas jurídicas como de pessoas físicas são importantíssimos para que se consiga realizar sonhos de expansão, planos de controle e qualquer tipo de investimento. E as igrejas não poderiam ficar de fora desse contexto, afinal, uma boa administração possibilita o crescimento da confiança dos fiéis em seu líder espiritual, assim como na gestão adequada do templo. Mas para esse nível de credibilidade ser obtido é fundamental que exista organização! Assim, se você cumpre a função de tesoureiro e vem percebendo que precisa colocar ordem no setor, está lendo o post certo! Quer saber como organizar a tesouraria passo a passo? Então confira nossas dicas:

Conheça bem as dívidas da igreja

O primeiro passo para organizar a tesouraria é separar todas as dívidas dos recebimentos. Só com essa segmentação você já terá uma boa ideia geral de quão comprometido está o orçamento da igreja como um todo. Além disso, ainda é importante organizar as dívidas de acordo com suas datas de pagamento para não correr o risco de atrasar quitações por puro descuido, precisando posteriormente lidar com os custos de multas ou juros.

Trace um plano para a tesouraria

Como as doações e o recebimento do dízimo podem apresentar valores diferentes em cada mês, é importante manter um planejamento médio para a tesouraria, garantindo que a vida financeira da igreja esteja segura. Para isso, leve em consideração todas as dívidas fixas em um período de 3 meses, 6 meses e um ano. Junte a isso um rendimento médio que some dízimos e doações. Essas estimativas darão uma boa ideia sobre como os gastos devem ser mantidos e controlados para diferentes cenários, ajudando no controle. Isso sem contar que assim você compreenderá quais são as dívidas de curto, médio ou longo prazos.

Identifique a liquidez da igreja

A seguir, você deve passar a conhecer a liquidez da igreja em todos os momentos. Para isso, é importante que você leve em consideração absolutamente todas as receitas, sendo fundamental nesse momento considerar também o recebimento do dízimo e de doações, valores que devem estar sempre agrupados. Retire desse montante as dívidas atuais e todos os pagamentos fixos para saber qual é a liquidez da empresa no momento.

Faça a conciliação bancária

Dentre os procedimentos fundamentais para se conseguir organizar a tesouraria está a conciliação bancária, que em nada mais consiste que na conferência dos lançamentos internos em relação ao extrato bancário. Com essa comparação é possível identificar lançamentos não planejados, encontrar quaisquer discordâncias e saber exatamente como vem ocorrendo a movimentação financeira da igreja.

Evite perder prazos de pagamento

Pagamentos em atraso podem ser prejudiciais não apenas para a saúde da igreja, mas também para seu funcionamento em geral — já que pode até haver corte de serviços, por exemplo. Por isso, procure nunca perder prazos de pagamento, mantendo-se sempre atento às datas de vencimento. Além de evitar pagar juros e multas, essa atitude ajuda a manter a situação da tesouraria sob controle. Nesse sentido, a conciliação bancária é ainda mais útil, já que permite um controle diário.

Identifique o destino do dinheiro

Se a igreja está passando por alguma reforma ou no caso de haver um projeto social em andamento, por exemplo, é fundamental que você consiga identificar para onde exatamente o dinheiro está indo. Embora seja fácil identificar o destino de contas fixas — como contas de luz ou parcelas de empréstimos —, nem sempre é tão simples saber para onde despesas variáveis vão. Por isso, faça um detalhamento minucioso dos gastos e confira periodicamente se a teoria bate com a realidade.

Corte os gastos supérfluos

Se você sabe direitinho para onde o dinheiro está indo, também tem como saber de que forma pode implementar uma redução de gastos, que deve ser mais ou menos intensa de acordo com a saúde financeira da instituição. Assim, especialmente se a igreja estiver passando por um período de dificuldades econômicas, é importante fazer um corte de gastos mais severo visando sua recuperação. Já se a igreja se encontra em um bom momento, é possível fazer um corte apenas das despesas totalmente dispensáveis, assegurando a manutenção de sua saúde financeira.

Preste contas periodicamente

Além de fazer parte da transparência da igreja, a prestação de contas também ajuda a manter sua tesouraria na mais perfeita ordem, já que, como você sabe que terá de prestar contas periodicamente, procurará sempre se manter em dia com os processos. Com isso, a gestão se torna não apenas mais eficiente, mas também mais transparente.

Planeje futuros investimentos

Seja para um novo projeto social ou para a reforma ou a modernização da igreja, sempre é possível planejar investimentos que trarão benefícios para os fiéis. Para isso, entretanto, é fundamental que a igreja esteja com uma boa saúde financeira, de modo que não haja comprometimento do orçamento. Com isso em vista, planeje detalhadamente os gastos e por quanto tempo eles ocorrerão. Inclua essas despesas no fluxo de caixa da instituição e mantenha o controle sobre sua liquidez, fazendo investimentos saudáveis.

Acompanhe todas as mudanças

Depois de organizar a tesouraria é importante que você passe a acompanhar as mudanças com bastante frequência. Com um acompanhamento em tempo real você será capaz de identificar que situações podem se tornar problemáticas e vir a ameaçar a gestão. Uma conta que surge do nada ou um fornecedor que sempre faz uma cobrança não planejada, por exemplo, podem se tornar empecilhos caso a tesouraria não esteja devidamente preparada. Já com uma previsão passa a ser possível fazer mudanças na gestão para conseguir os melhores resultados possíveis.

Armazene adequadamente os dados

Lembre-se de que todo o seu trabalho na organização financeira deve ser adequadamente armazenado, incluindo aí desde comprovantes de pagamento, de depósitos e análises de fluxo de caixa até seus relatórios periódicos. Esse cuidado permite identificar tendências no balanço de final de ano, por exemplo, ajudando a tesouraria a se manter sempre em ordem.

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Utilize um bom sistema de gestão

Guardar os dados de maneira organizada, entretanto, pode ser uma tarefa difícil quando as informações estão espalhadas por todos os lugares, dificultando a análise global da real situação da tesouraria. Mas se o problema é complexo, a solução é simples: basta que você implemente um bom sistema de gestão financeira. Assim todos os dados ficam concentrados em um só lugar, sendo, portanto, mais fácil de gerir. Mas já pensou que um sistema convencional pode não ser o ideal para uma instituição religiosa? Por isso é importante escolher um sistema específico para igrejas. Vale a pena testar!

Viu como para organizar a tesouraria da sua igreja é preciso ter bastante disciplina? Mas com nosso passo a passo certamente ficou bem mais fácil saber por onde começar, certo? Mas se ficou ainda alguma dúvida não deixe de compartilhá-la aqui nos comentários! Participe!