Como organizar o inventário patrimonial da igreja?

O inventário de bens patrimoniais tem grande importância para uma igreja, já que não se configura apenas como um meio de controle de seus móveis, suas peças, seus objetos e demais posses, mas também é uma forma efetiva de preservação dos artigos de propriedade e uso do templo e dos fiéis. Isso porque tal expediente organiza todo um conjunto de informações disponíveis sobre os vários elementos de inventário, identificando-os e os catalogando segundo suas características e quantidades.

Além de resguardar as utilidades da igreja, o inventário de bens patrimoniais impede que sejam gastos recursos para a aquisição de objetos e mobiliário que não sejam realmente necessários no momento, além de influenciar no cadastramento contábil da entidade. Que tal saber mais sobre como organizar o ativo imobilizado de sua igreja? Então confira agora mesmo um passo a passo bastante simples:

Faça a identificação física das propriedades

A primeira coisa que o responsável por organizar a contagem e o registro de inventário deve fazer é determinar fisicamente todos os objetos que pertencem à igreja, ou melhor, criar um sistema de identificação do ativo imobilizado do templo. Isso pode ser feito, por exemplo, por meio da fixação de pequenas placas de alumínio em locais menos expostos dos objetos, identificadores que podem expor numerações, códigos de barras, títulos, marcas diferentes ou qualquer outro padrão de individualização ou delimitação.

Depois disso, os bens devem ter seus dados historiados, de modo que fiquem evidentes informações relativas à descrição, à marca, ao modelo, ao tamanho, à data de fabricação, ao número de série e ao estado de conservação desse patrimônio. Fotografias, vídeos, áudios, mapas, desenhos e outros meios de registro podem integrar o levantamento do histórico dos bens, a fim de documentar melhor essa etapa.

Realize um levantamento contábil detalhado

A partir dos registros e daquele levantamento inicial, o inventariante deve passar às indicações dos valores que foram pagos pelos objetos e itens de inventário. É conveniente, se for possível, anotar informações relativas ao número da nota fiscal, á data de aquisição e ao local de origem da propriedade. Isso vai dar uma ideia mais detalhada a respeito do quanto foi gasto na aquisição dos bens sendo inventariados e quanto custaria repô-los, se — ou quando — houvesse a necessidade.

Compare um cadastro com o outro

Agora é chegada a fase da conciliação, quando se ajusta a base contábil com o que foi fisicamente registrado em relação às posses do templo. Verifica-se, dessa forma, se a quantidade real de objetos bate com o que está respectivamente historiado nos registros contábeis.

Não se esqueça de que de nada adianta, nesse instante, elaborar um ótimo e preciso inventário de bens patrimoniais se você não mantiver um excelente controle do que entra e do que sai de tudo o que foi registrado. Ou seja, se a entidade fizer qualquer tipo de aquisição — de uma simples cadeira nova até um automóvel para transporte de cargas pesadas, por exemplo — ou acontecer uma transferência ou baixa de ativo, deve-se atualizar o controle. Assim a administração do ativo imobilizado continuará sempre em dia, com os bens nos locais indicados e na quantidade previamente apurada.

Solicite uma apresentação

Agora comente aqui e nos conte se você tem feito a apuração e o registro dos bens de sua igreja! Qual é a real situação do patrimônio do seu templo? Compartilhe suas experiências e impressões conosco!