Quais são as funções da tesouraria da igreja?

Todo líder sabe que a gestão eficiente de uma igreja passa por uma ótima administração financeira dos recursos da congregação, não é mesmo? E, nessa área, os serviços da tesouraria são essenciais.

Em igrejas menores, muitas vezes, a tesouraria centraliza as funções de secretaria, gestão financeira e toda a parte administrativa, sem uma melhor definição de suas funções. Embora essa estrutura seja comum — e funcione — em algumas congregações, à medida que o serviço aumenta, é necessário promover uma reformulação, especializando o setor para que tudo seja muito bem executado.

Quer saber como a tesouraria influencia na gestão da igreja? Então confira nossas dicas e aprenda melhor como ela realmente deve funcionar:

As funções da tesouraria

São quatro as principais funções de uma tesouraria: administrar pagamentos e recebimentos, controlar o fluxo de caixa, e captar e aplicar os recursos financeiros. E para que a gestão financeira funcione como um relógio, todas essas atividades precisam estar muito bem alinhadas, já que são interdependentes e fundamentais no processo geral. Vamos dar uma olhada em uma por uma? Acesse também o nosso GUIA financeiro!

Administração de pagamentos e recebimentos

Quando se pensa em uma tesouraria, essa é a primeira tarefa que vem à cabeça, certo? O modo como os pagamentos e recebimentos são distribuídos ao longo do mês tem influência direta sobre o fluxo de caixa da igreja e sobre como esse dinheiro será posteriormente aplicado.

A tesouraria deve conhecer a fundo a capacidade de pagamento da congregação, tornando o cumprimento dos prazos desse processo mais eficientes. Nesse sentido, uma ótima ferramenta é usar a informatização dos sistemas eletrônicos, com o uso de sistemas ERP e a internet, que podem ajudar a tesouraria no gerenciamento das contas.

Administração do fluxo de caixa

Para que se tenha uma boa gestão financeira é essencial que a tesouraria mantenha um rigoroso controle do fluxo de caixa, combinando as datas das projeções de recebimento com as dos efetivos pagamentos das contas da congregação. Em meses de fraco recebimento ou em períodos de dificuldade financeira, a gestão do fluxo de caixa também pode servir para decidir quais serão as contas pagas, visando recuperar a estabilidade financeira mais rapidamente. Acesse Grátis a Planilha que Preparei para Você !

O ideal é que a congregação tenha 2 fluxos de caixa: um a curto prazo, cobrindo um mês à frente, e outro a médio prazo, cobrindo até doze meses à frente. Nessa tarefa, o maior desafio é conseguir uma boa média de acertos nas previsões para que a administração possa planejar suas finanças e ter tempo de pensar onde serão aplicados futuramente os recursos que sobrarem no caixa da congregação ou como serão sanados os possíveis desfalques.

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Captação de recursos

Tão importante quanto administrar os recursos que a igreja possui é saber captar recursos quando a congregação não der conta dos gastos. Por isso, havendo necessidade de aporte no fluxo de caixa, a tesouraria deve ser a responsável pelo planejamento financeiro e pela execução de medidas efetivas para solucionar o problema.

As opções mais comuns para conseguir uma captação emergencial de recursos por parte das igrejas é por meio da organização de eventos — como bazares, rifas e festivais — ou com um empréstimo bancário, sempre a última opção a se considerar.

Aplicação dos recursos

Uma ótima gestão de tesouraria também passa pelo planejamento da aplicação dos recursos financeiros da igreja. Nessa área, a congregação deve manter uma reserva considerável de dinheiro para servir como capital de giro e conseguir pagar suas despesas com agilidade, sem perder dinheiro com juros, por exemplo.

Para isso, é necessário ter um fluxo de caixa preciso. Quanto mais preciso for seu fluxo de caixa, mais exata será sua margem de segurança, e, consequentemente, menos dinheiro ficará ocioso. Quando essa parte estiver bem estabelecida, a tesouraria pode planejar o que fazer com alguma eventual sobra, investindo em melhorias na congregação.

Seguindo esse modelo, é possível formar uma tesouraria sólida, que tenha uma grande influência positiva na gestão dos recursos da sua igreja. Viu como não é tão difícil assim?

Agora que você aprendeu como uma tesouraria eficiente deve funcionar, comente aqui e divida conosco as práticas da tesouraria da sua congregação: o que precisa melhorar? Tem alguma dica para acrescentar ao nosso pequeno manual? Compartilhe suas experiências e opiniões conosco!